O jornalismo explicativo


É interessante estar próximos dos ouvintes e leitores, a tal ponto que eles se sentem à vontade de perguntar sobre algum assunto, ou termo abordado em alguma matéria. Ao mesmo tempo, esse tipo de situação é momento de recolher dados para que possamos aprimorar nossa atividade, sendo que recentemente tive a oportunidade de debater com uma internauta sobre termos “técnicos” usados em matérias.

Tal debate foi fantástico, pois me levou a pensar sobre a importância de descomplicar ao máximo alguns assuntos para que possamos informar da maneira mais objetiva possível. Não é de hoje que observo profissionais (inclusive eu em certos momentos) que ficam presos ao termo técnico e esquecem que o objetivo é fazer com que o público entenda a notícia. Em um momento de crise econômica, isso tornou-se bem perceptível, pois coube a nós do jornalismo levar, por exemplo, ao o seu João, que mora lá no interior, uma informação clara sobre o porquê que um escândalo em Brasília influencia no preço do insumo que ele compra para seus animais. Não amigos, isso não é tarefa tão fácil.

Da mesma forma, tenho a convicção de que todo jornalista, deve ter como base de seu trabalho esse “senso explicativo”, pois a nossa atuação atinge uma gama enorme de pessoas, de diferentes perfis e níveis de compreensão. Ou seja, no mesmo instante que um chefe de governo tem acesso a uma matéria, este mesmo texto pode ser lido por um estudante da quarta série do ensino fundamental, e é preciso que ambos o compreendam, se não o tema em seu contexto, ao menos o que está exposto na matéria.

Também tem colega que gosta de falar difícil, é o tal do impressionismo. Na minha modesta opinião, existem formas e mais formas de se falar ou escrever, vai do bom senso do profissional. Às vezes, “MENOS É MAIS” e é preciso dizer que falar de forma simples não significa falar errado. Desde os mais simples termos, como por exemplo: Em vez de usar COLIDIU, dá para usar BATEU. Óbvio que é mais simples, óbvio que pode “tirar o charme” do texto, mas isso depende de cada situação, pois julgo que a credibilidade de um profissional ou de um veículo de comunicação, também está em suas capacidades de explicar o mundo para os diferentes públicos que acessam, leem ou ouvem suas matérias.

Até a próxima!