O jornalismo e o suicídio

Os mais novos no jornalismo, assim como eu, vão concordar quando digo que uma das primeiras lições que se aprende na redação, é a seguinte: Não se noticia suicídio.  Este é tema antigo e histórico e, embora alguns avanços na abordagem, o assunto segue sendo um tabu.

O objetivo deste espaço não é ser externamente técnico, mas entendível para quem é da imprensa e para a sociedade como um todo, por isso é preciso estabelecer um paralelo:

– Particularmente, enquanto cidadão, acho a divulgação de suicídios algo extremamente desnecessário, sensacionalista e até vexatório, mas há pessoas que chegam a procurar, hoje na internet, notícias sobre isso. Há quem é mais mórbido, e em certas situações aborda profissionais da imprensa para saber “como tudo aconteceu” e se “tem fotos”. Minha posição não trata-se de julgamento, mas sim de um relato sobre um triste, mas existente, perfil de pessoas que se comportam de tal forma. Tragicamente há quem “saboreie a destruição do outro como um espetáculo”, como afirmou o autor Baudrilard em meados de 1996.

Do ponto de vista profissional, lembro que embora o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros não trate especificamente do tema suicídio, há menção sobre a não veiculação de informações de caráter pessoal, mórbido ou sensacionalista. Acho que aí se enquadra o suicídio, pois é mórbido, e trata-se de um ato íntimo de alguém, embora o impacto não se restrinja a uma única pessoa.  A afirmação mais usada para a não publicação do tema é que isso pode incentivar outras pessoas a também cometerem ato contra a própria vida. Até existem alguns estudos sobre o assunto.

Também há uma linha de pensamento de que o suicídio é uma epidemia silenciosa, e que sendo o jornalismo um espaço que serve de “espelho da sociedade” é necessário a abordagem do assunto, de forma preventiva.

Analisando a nossa realidade, constato que a imprensa, no geral atua na seguinte linha: Contrária a divulgação de suicídios, exceto em casos onde a pessoa é uma figura pública ou o caso gera grande repercussão, envolvendo outras pessoas ou situações.

Confesso que ainda há muita dúvida sobre o tema, pois um fato como esse pode apenas ser a ponta de um iceberg. Exemplificando: Um suicídio pode ser o desfecho de uma história, a qual poderia ser jornalisticamente investigada. Fazer isso ou não?

A resposta para esta pergunta fica à cargo de cada profissional, de cada veículo. Observando que a ética, e o bom senso devem prevalecer. Portanto, há de se fazer um exame de consciência sobre oque noticiar um fato como esse representa para o profissional, para a empresa de comunicação, para a família de quem se suicidou e para a sociedade.

Até Breve.

Gisele, Gabriela e Rayne: a Corte que abraçou a imprensa!

Ainda cansado, mas feliz com o resultado da EXPOSOL, quero compartilhar com vocês um fato que acredito que seja quase unanimidade entre os profissionais da imprensa que atuaram na Feira deste ano: A SATISFAÇÃO COM O TRABALHO DA CORTE.

Há quem pense que somente a beleza seria pressuposto para ser soberana, mas na EXPOSOL, além de um rigoroso concurso, que é coordenado brilhantemente pelo Grupo Ciranda, quem acompanha de perto a organização e a realização da feira, sabe o quanto essas meninas se dedicam em tudo que são solicitadas. Obviamente que não falo em nome de todos os colegas, e também tal artigo não é nenhum demérito ao trabalho das cortes anteriores.

Até aí nenhum fato novo, porém neste ano pudemos perceber intensamente uma espontaneidade e dedicação da rainha Gisele Berticelli, e das princesas Gabriela Vidaletti Loureiro e Rayne dos Santos Conte, e especialmente o respeito que tiveram pelo posto que estavam ocupando. Entre as milhares de selfies, abraços e entrega de lembranças ao público presente na feira, as meninas não perderam o sorriso no rosto. Demonstravam motivação, humildade e dedicação.

Acredito que todas as meninas que fizeram parte da corte ao longo das edições da EXPOSOL sabem o quanto isso impacta suas vidas. Na última entrevista que fiz com Gisele, Gabriela e Rayne, percebi que desde os mais simples momentos estavam vivos na lembrança delas. Também impossível não registrar as declarações feitas como de gratidão por tudo que vivenciaram nesse período e ainda o recado que cabe as próximas soberanas: “honrar a coroa, o cargo e dedicarem-se ao máximo para bem representar a feira e o município”. Também relatam que se impressionaram ao ver o prestígio e a credibilidade que a feira tem por todo o RS, o que aumenta ainda mais a responsabilidade.

Tecnicamente falando, a atuação da corte perante a imprensa foi exemplar, pois atenderam as solicitações feitas, expressaram-se de forma clara e especialmente, criaram com os profissionais uma relação de parceria, de amizade que levaremos como marca extremamente positiva.

Meninas: a corte de vocês literalmente abraçou a imprensa, e neste momento de despedida fica também nosso abraço de carinho, admiração e respeito por tudo que fizeram ao longo do período que coube a vocês representar a nossa EXPOSOL. Embora a coroa já esteja, merecidamente, sob responsabilidade da nova corte, as de 2017 deixam um “ponto brilhante” nas matérias, fotos, áudios e todo material produzido pela imprensa.